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9 de out. de 2026

MAPA - ECIV - ESTRADAS E RODOVIAS - 54_2026

 

MAPA - ECIV - ESTRADAS E RODOVIAS - 54_2026

QUESTÃO 1

MV-ASSESSORIA

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Você foi contratado como engenheiro civil responsável pelo anteprojeto geométrico de um trecho rodoviário rural que ligará dois municípios do interior do estado, atualmente conectados apenas por uma estrada de terra em más condições de trafegabilidade. A concessionária responsável pela obra solicitou que o estudo seja realizado em conformidade com os critérios técnicos do DNIT, de modo a garantir segurança, conforto e viabilidade econômica ao longo de toda a vida útil da via.
Como etapa inicial do projeto, sua equipe realizou uma contagem volumétrica de tráfego de vinte e quatro horas em uma seção de controle localizada sobre a diretriz projetada, obtendo a quantidade de veículos que deverão circular pela futura rodovia. Esse levantamento será fundamental para que você determine, com embasamento técnico, qual classe de projeto deverá ser adotada e, consequentemente, qual será a Velocidade de Projeto (Vp) que orientará o dimensionamento de todos os elementos geométricos do traçado.
Na sequência dos estudos, ao lançar a diretriz sobre a carta topográfica da região, sua equipe identificou a necessidade de inserir uma curva horizontal simples em um dos vértices da poligonal básica, de modo a contornar uma elevação do terreno sem comprometer a segurança dos usuários. Cabe a você, então, dimensionar essa curva, verificar se as condições de visibilidade oferecidas ao motorista atendem às exigências mínimas de segurança para frenagem e avaliar se a seção transversal do trecho exigirá a aplicação de superelevação, considerando a rampa de acesso à curva.
Por fim, como a intervenção necessária para garantir a segurança do trecho envolverá movimentação de solo, sua equipe também deverá dimensionar, com base nos conceitos de terraplenagem, o volume de material que poderá ser aproveitado localmente e o volume complementar que precisará ser obtido em jazida próxima, de modo a propor a solução tecnicamente mais adequada e economicamente viável para a obra.

EXERCÍCIO 1 ​

Para iniciar o dimensionamento do trecho, é necessário compreender a relação entre os estudos de tráfego e a Classificação Técnica da rodovia, para então aplicar essa classificação na definição da Velocidade de Projeto (Vp) que orientará o restante do projeto geométrico.

Dados para o Exercício 1

Contagem volumétrica de tráfego (24 horas), realizada na seção de controle da diretriz projetada:
-Veículos de Passeio (VP): 560 veículos/dia;
-Veículos Comerciais Rígidos (CO): 140 veículos/dia;
-Semirreboques e Reboques (SR/RE): 40 veículos/dia;
-Motocicletas (M): 60 veículos/dia;
-Relevo predominante da região: Ondulado.
 
Item A (Teórico) — Correlacione os conceitos de Unidade de Tráfego Misto (UTM) e Unidade de Carro de Passeio (UCP) com o processo de Classificação Técnica de uma rodovia. Em sua resposta, explique por que o DNIT adota a UTM — e não a UCP — como parâmetro de referência para a definição da classe técnica de projeto, mesmo em rodovias com expressiva presença de veículos pesados.

Item B (Prático) — Com base nos dados de contagem de tráfego apresentados, calcule o Volume Diário Médio (VDM) da rodovia projetada em Unidade de Tráfego Misto (UTM) e em Unidade de Carro de Passeio (UCP). Apresente o memorial de cálculo completo.

Item C (Prático/Tomada de Decisão) — A partir do VDM calculado no item anterior e considerando o relevo Ondulado da região, defina:
(i) a Classe de Projeto da rodovia;
(ii) a Velocidade de Projeto (Vp) a ser adotada no dimensionamento geométrico do traçado; 
(iii) a largura da faixa de rolamento correspondente a essa classe e a esse relevo. Justifique tecnicamente sua escolha, indicando os critérios normativos utilizados.
​

EXERCÍCIO 2​

Definida a Velocidade de Projeto no Exercício 1, sua equipe deve agora dimensionar a curva horizontal simples identificada no trecho, verificar as condições de segurança quanto à visibilidade e à necessidade de superelevação e, por fim, dimensionar a movimentação de terra decorrente da solução técnica adotada para o trecho.
​
Dados para o Exercício 2
Estaca do Ponto de Interseção das Tangentes (PI): [80 + 10,00]
Ângulo Central da curva (AC), igual à deflexão entre as tangentes: 40°
Raio da curva horizontal simples adotado (R): 250,00 m
Declividade longitudinal do trecho (rampa em aclive): i = +2%
Distância de visibilidade efetivamente disponível no interior da curva, medida em campo pelo levantamento topográfico (parcialmente obstruída pelo talude de corte): 85,00 m
Volume de aterro compactado necessário para a plataforma da via nas proximidades da curva: 1.200,00 m³
Volume de corte gerado pelo rebaixamento do talude, em estado natural, estimado em projeto: 1.000,00 m³
Fator de Contração (Fc) do solo do talude de corte: 0,80
Fator de Homogeneização (FH) do solo da jazida mais próxima, a ser utilizada apenas se houver necessidade de volume complementar de aterro: 1,20​


Item A — Calcule a Tangente da Curva (T) e o Desenvolvimento da Curva (D), considerando o Raio (R) e o Ângulo Central (AC) fornecidos.

Item B — Utilizando o resultado do item anterior, determine as estacas correspondentes ao Ponto de Curva (PC) e ao Ponto de Tangente (PT), sabendo que a estaca do PI é [80 + 10,00].

Item C — Verifique se a curva horizontal projetada atende às condições mínimas de segurança, considerando dois critérios: (i) a Distância de Visibilidade de Frenagem, comparando o valor exigido para a Velocidade de Projeto definida no Exercício 1 com a distância disponível em campo; e (ii) a obrigatoriedade de adoção de Superelevação, verificando se o raio adotado dispensa esse elemento para a Velocidade de Projeto em questão e, caso não dispense, indicando o valor de superelevação a ser adotado conforme os critérios do DNIT.

Item D — Em razão da insuficiência de visibilidade identificada no item anterior, a solução técnica adotada pela equipe de projeto foi o rebaixamento do talude de corte no bordo interno da curva. Com base nos dados fornecidos e nos conceitos de terraplenagem, calcule: (i) o volume de aterro compactado gerado pelo material proveniente desse rebaixamento; (ii) o volume complementar de aterro que ainda será necessário obter em jazida, caso o material do talude não seja suficiente; e (iii) o volume de solo, em estado natural, que deverá ser escavado na jazida para suprir esse complemento. Ao final, apresente uma conclusão técnica sobre a viabilidade econômica da solução adotada para o conjunto do trecho.

 

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