MAPA -
FENÔMENOS DE TRANSPORTE - 52_2026
QUESTÃO 1
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Você
foi contratado por uma empresa para realizar um diagnóstico técnico inicial em
uma linha de resfriamento de uma pequena indústria química.
Você já sabe que os conhecimentos de Fenômenos de Transporte são fundamentais
para tal responsabilidade. O seu papel agora é atuar como o consultor técnico
responsável por transformar os cálculos teóricos em decisões estratégicas que
garantam a segurança operacional, a economia de recursos e a máxima eficiência
da planta. Essa consultoria foi dividida em cinco partes para melhor execução
do trabalho.
Parte 1:
No laboratório da planta, você recebe uma amostra do fluido de arrefecimento.
Os registros técnicos indicam que a densidade é 0,85 g/cm³ e sua viscosidade
dinâmica é 2 cP a 20°C.
No dia a dia profissional, é comum encontrar catálogos técnicos de diferentes
países com unidades variadas. Por isso, determine o peso específico e a
viscosidade cinemática deste fluido no Sistema Internacional (SI). Considere a
aceleração da gravidade igual a 9,81 m/s².
Parte 2:
Para monitorar o nível de um tanque de armazenamento de reagentes pressurizado,
a fábrica utiliza um manômetro de tubo em U contendo mercúrio (ρHg = 13600
kg/m³). O tanque contém o fluido da Parte 1, conforme a figura a seguir.
Sabendo que o desnível observado no mercúrio é de 15 cm e que a pressão
atmosférica local é de 101325 Pa, calcule a pressão manométrica e atmosférica
no interior do tanque. Considere a aceleração da gravidade igual a 9,81 m/s².
Para este cálculo, desprezar a pequena coluna de gás (ar) acima do ponto A,
pois seu peso específico é insignificante em comparação com o do mercúrio.
Figura 1 - Esquema da medição da pressão com manômetro de tubo em U
Fonte: gerada por Gemini em 26 mar. 2026.
Parte 3:
O fluido precisa ser transportado do tanque principal para um reator localizado
em um nível superior. O tubo de saída tem um diâmetro de 100 mm e a velocidade
de escoamento medida é de 2 m/s. No reator, o tubo reduz para 50 mm.
Para que o fluido vença a gravidade (elevação de 5 metros) e ainda sofra a
aceleração causada pela redução do tubo, a pressão na origem (P1) deve ser
obrigatoriamente superior à pressão no destino (P2). Considerando um cenário
ideal (sem perdas), aplique a Equação de Bernoulli para calcular o acréscimo de
pressão necessário na fonte, ou seja, o diferencial ΔP = P1 – P2.
Parte 4:
Na prática, o sistema real apresenta rugosidade nas tubulações e diversas
conexões. Para determinar a potência necessária para a bomba, você deve
primeiro identificar o regime de escoamento. Utilizando os dados do fluido da
Parte 1 e as condições da tubulação de saída da Parte 3 (diâmetro de 100 mm e
velocidade de 2 m/s), classifique o escoamento como laminar, de transição ou
turbulento.
Parte 5:
O reator opera a 80°C. Para proteção e economia, as paredes de aço inoxidável
são revestidas com lã de rocha (k = 0,04 W/m·K) com espessura de 5 cm (0,05 m).
Considere regime permanente e que a condução de calor pela parede do isolante é
unidimensional, de tal forma que a parede se assemelha a uma placa plana. As
temperaturas nas faces interna e externa do isolante são 80°C e 30°C,
respectivamente, conforme a figura abaixo.
Figura 2 - Condução térmica por meio da camada de isolante do reator
Fonte: gerada por Gemini em 26 mar. 2026.
Embora o reator possua uma parede estrutural de aço inox, para fins desse
diagnóstico inicial, a resistência térmica da parede de aço deve ser
desconsiderada, focando-se exclusivamente na transferência de calor por meio do
isolante.
Calcule o fluxo de calor por meio da camada de isolante usando a Lei de
Fourier.
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