MAPA - CIRCUITOS ELÉTRICOS - 54_2026
QUESTÃO 1
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MAPA – Material de
Avaliação Prática da Aprendizagem
Este
M.A.P.A. estará dividido em fases, contextualizadas em diferentes seguimentos
da área elétrica, onde você será estimulado a responder às perguntas feitas
baseando-se na observação e prática, sempre contando com o embasamento teórico
feito durante as aulas.
ATENÇÃO! Este MAPA é INDIVIDUAL! Contudo, você pode discutir
resultados com seus colegas de classe e trocar informações sobre as simulações
e processos. A informação quando não compartilhada não gera conhecimento.
Discutir a observação de fenômenos físicos e buscar compreender os motivos que
levam ao acontecimento daqueles fenômenos é um exercício quase que diário na
vida do profissional de engenharia.
As suas tarefas neste M.A.P.A. serão:
>
Calcular o valor da deformação mecânica de um eixo baseado na medição da
resistência elétrica de um extensômetro utilizando uma ponte de Wheatstone.
> Analisar e corrigir o fator de potência de uma instalação industrial.
Bons estudos!
EXTENSÔMETRO E PONTE DE WHEATSTONE
Os
extensômetros, também conhecidos como strain gauges, são usados
para medir deformações em diferentes tipos de corpos e estruturas. Estes
dispositivos variam a sua resistência elétrica à medida que sofrem deformações
mecânicas e por meio de um circuito elétrico é possível mensurar esta (variação
de) resistência e associá-la à variação de deformação. Sistemas de medição
à strain gauge são aplicados em diversas áreas da
instrumentação e controle como medidores de força e torque de uma máquina,
transdutores de aceleração (acelerômetros), de vibração, de pressão, células de
carga, de deformação em estruturas de concretos, práticas médias e cirúrgicas.

O extensômetro é composto de uma finíssima camada de material condutor
depositado sobre um composto isolante, que por sua vez é colado sobre a
estrutura em teste a partir de adesivos epóxi. Os formatos do strain
gauge podem variar de acordo com a aplicação, assim como a quantidade
de sensores e posição na peça. As deformações que ocorrem na estrutura alteram
os valores dimensionais do strain gauge e a sua resistência
altera conforme a equação (1) da Unidade 2:
R=ρl/A
onde ρ representa a resistividade do material, l é o comprimento, A é a área da
seção do condutor.
Para ser possível mensurar a variação da resistência, é utilizado um
circuito chamado Ponte de Wheatstone, mostrado na Figura 2. O circuito
idealizado por Charles Wheatstone em 1843 mostrou-se capaz de medir, com
precisão, as resistências elétricas, sendo utilizado para determinar o valor
absoluto da resistência por comparação com outras resistências conhecidas e
para calcular a variação relativa da resistência elétrica.

Analisando a ponte:
O circuito é formado por 4 resistências e alimentado por uma fonte de tensão cc
entre os nós a e b. O valor de
tensão medido entre os pontos c e d será
utilizado para calcular o valor da resistência do extensômetro.
Atividade 1.1) Considerando que:
R1=2 kΩ
R2=15 kΩ
R3=3 kΩ
RSG=9 kΩ
Onde RSG é a resistência do strain gauge e
V=12 V, calcule a tensão entre os pontos c e d aplicando:
1.1.a) Divisores de tensão.
1.1.b) Divisores de corrente.
1.1.c) Análise Nodal, considerando como GND o nó b.
Atividade 1.2) Considere uma segunda situação em que iremos aplicar o strain
gauge para medir a força aplicada a uma célula de carga de uma
balança. Neste caso, a resistência do Strain Gauge é
desconhecida e a partir do cálculo de seu valor, será possível determinar a
força aplicada. A Figura 4 mostra a configuração da ponte de Wheatstone com RSG entre
os pontos a e b da ponte e 4 resistores com valores conhecidos, R1 a
R4.

A variação da resistência elétrica do strain gauge é
proporcional à variação da força aplicada na célula de carga. Logo, como vimos
na Atividade 1.1 deste MAPA, uma vez que a resistência RSG sobre
variação, todo o equacionamento deve ser refeito para encontrar o seu valor.
Uma forma de simplificar um novo cálculo da resistência RSG a
cada variação de força é utilizar o Teorema de Thévenin. Aplicando
o Teorema de Thévenin, teremos um circuito simples associado à resistência de
interesse, formado por uma fonte de tensão VTh e
uma resistência equivalente RTh. Este circuito é
mostrado na Figura 5. Desta forma, é possível calcular o novo valor de RSG de
forma mais simples a cada novo valor de força aplicada.

Agora, aplique o Teorema de Thévenin para simplificar o cálculo da força para o
circuito com o strain gauge.
1.2.a) Calcule o valor da Resistência equivalente de Thévenin entre os
pontos a e b no circuito da Figura 4
considerando:
R1=2 kΩ, R2=15 kΩ, R3=3 kΩ, R4=10 kΩ.
1.2.b) Calcule o valor da tensão equivalente de Thévenin entre os pontos a e b
para o circuito da Figura 4 considerando os valores de resistência do item
1.2a.
1.2.c) Qual seria o valor da resistência RSG se o valor da
corrente medida entre os pontos a e b fosse de 0,2 mA?
FATOR DE POTÊNCIA DE UMA INSTALAÇÃO
ELÉTRICA INDUSTRIAL
A energia necessária
para o funcionamento de equipamentos como motores, transformadores, fornos é
formada a partir das componentes: ativa (medida em kWh)
e reativa (medida em kVArh). A energia ativa é aquela que
realmente executa o trabalho, responsável pelo movimento, aquecimento,
iluminação. A energia reativa é a componente que não realiza trabalho, porém é
consumida pelos equipamentos com a finalidade de formar os campos
eletromagnéticos que também são necessários para o funcionamento.

Alguns equipamentos como motores, transformadores, reatores de iluminação são
as principais cargas de uma instalação elétrica responsáveis por consumir
energia reativa. A relação entre a potência ativa, que é convertida em
trabalho, e a potência total absorvida (potência aparente, em kVA) é chamado
de Fator de Potência (FP). Este fator indica o quão eficaz o
consumo de energia por parte da instalação ou de um equipamento em específico,
sendo 1 o seu valor máximo, quando toda energia drenada da fonte é transformada
em trabalho.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) regulamenta que o Fator de
Potência de uma instalação elétrica deve ser mantido o mais próximo possível do
valor unitário, mas permite que o valor mínimo seja de 0,92. Se o FP
estiver abaixo do valor mínimo, a conta de energia sofrerá um
ajuste em reais. Além do ajuste na conta de energia, o baixo fator de potência
cria outras situações indesejadas:
-
Queda na capacidade dos alimentadores do sistema elétrica.
- Desgaste prematuro dos dispositivos da instalação elétrica.
- Aumento das perdas elétricas nas linhas de transmissão.
- Quedas de tensão nos circuitos de distribuição.
- Necessidade de superdimensionamento dos condutores e dispositivos de
proteção.
- Mau funcionamento dos dispositivos de proteção.
- Aumento do consumo de energia.
As
causas do baixo fator de potência também podem ser apontadas como:
-
Motores trabalhando em vazio (sem carga).
- Motores superdimensionados.
- Fornos de indução.
- Reatores de baixo FP na instalação.
- Máquinas de solda.
- Transformadores operando a vazio.
Atividade 2)
O proprietário de uma pequena indústria metalmecânica da região contratou você
para analisar as instalações elétricas da empresa, pois estava descontente com
as multas pagas devido às condições de carga da sua fábrica. A tabela a seguir
representa as principais cargas percebidas na análise da instalação trifásica.
As cargas trifásicas são todas equilibradas e, logo, sua potência é distribuída
igualmente entre cada uma das fases.
|
|
Equipamento |
Fases conectadas |
Potência Total
(kW) |
Potência Equival.
Monofásica (kW) |
Fator de Potência |
|
1 |
Máquina de solda |
A, B, C |
10,0 |
3,33 |
0,80 |
|
2 |
Torno mecânico |
A, B, C |
7,50 |
2,50 |
0,80 |
|
3 |
Furadeira de
bancada |
A |
0,55 |
0,55 |
0,82 |
|
4 |
Compressor |
A, B, C |
3,90 |
1,30 |
0,82 |
|
5 |
Iluminação 1 |
C |
1,00 |
1,00 |
0,85 |
|
6 |
Iluminação 2 |
B |
0,50 |
0,50 |
0,70 |
Considere que a fonte de tensão trifásica é de 220 Volts Eficazes em 60 Hz
entre fases (Tensão de linha).
2.a): Considerando o fator de potência de cada equipamento e a potência
equivalente monofásica, determine a impedância na forma retangular (resistência
e indutância) de cada Equipamento.
2.b): Assumindo que todos os equipamentos estão ligados, qual é a potência
ativa (kW) de cada fase?
2.c): Ainda considerando todas as máquinas energizadas, qual é a corrente de
cada fase?
2.d): Considerando a fase com o maior valor de potência aparente, determine
qual o fator de potência desta fase.
2.e): Qual o valor da Potência Reativa da fase destacada no item b)?
2.f): A partir da potência encontrada no item f), qual seria a potência reativa
(Qc) do banco de capacitores para que o Fator de Potência atinja
0,95?
2.g): Calcule a capacitância necessária para corrigir o fator de potência.
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